Os Eurobonds de Moçambique renderam este mês até sexta feira, 18 de Setembro, 3,1% colocando esses títulos no topo dos rendimentos nos mercados emergentes, disse a Bloomberg.
Os Eurobonds do Senegal aparecem em segundo lugar.
No início de 2026, Moçambique ultrapassou o Senegal como o emissor de dívida soberana mais problemático de África, com o seu spread de risco a aumentar para 1.473 pontos base sobre os títulos de Tesouro dos Estados Unidos, ou seja 14,73%.
Qualquer spread acima de 1.000 pontos base indica grandes dificuldades no mercado.
Contudo, conversações com o FMI que terminaram na sexta-feira fizeram aumentar os preços dos Eurobonds moçambicanos.
Antes das boas notícias sobre as conversações, o rendimento dos Eurobonds de Moçambique estavam num nível bastante preocupante (acima de 15%). Depois das notícias positivas sobre as conversações, o rendimento caiu significativamente porque o risco de incumprimento diminuiu. Como os rendimentos e os preços se movem em direcções opostas, essa queda no rendimento fez com que o preço de mercado do título disparasse. O resultado é um retorno positivo: Para um investidor que já possuía o título, o aumento do preço significa que o seu investimento ganhou valor. Foi daí que veio o retorno positivo de 3,1%.
Os ganhos contrariam uma queda mais ampla nos mercados emergentes, provocada por um aumento acentuado nos rendimentos dos mercados desenvolvidos, desde os Estados Unidos até ao Japão, devido a crescentes preocupações com os défices fiscais crescentes e a inflação mais alta.
