Moçambique é um dos países africanos onde rebeldes usaram drones em ataques mortíferos, disse o Centro Africano de Estudos Estratégicos. Em Cabo Delgado, norte de Moçambique, a insurgência armada, iniciou em Outubro de 2017, com ataques a postos policiais na vila de Mocímboa da Praia. O conflito, inicialmente liderado por um grupo radical local conhecido popularmente como Al-Shabaab ou Ahlu Sunnah Wa-Jammá (ASWJ), aliou-se mais tarde ao extremismo transnacional, integrando-se na Província da África Central do Estado Islâmico (ISCAP).
A pesquisa do Centro Africano de Estudos Estratégicos (Outubro 2026) aponta que uso de drones de ataque está a aumentar em África, a comprometer a superioridade aérea de longa data dos governos contra grupos militantes e a abrir uma nova frente em alguns dos maiores conflitos do mundo. Mais de 2.000 incidentes relacionados com drones mataram cerca de 9.000 pessoas no continente, o triplo do número de mortes em 2024.
O estudo destaca que a rápida difusão de drones comerciais de baixo custo modificados por actores não estatais está a reduzir drasticamente a histórica vantagem aérea dos exércitos governamentais.
O uso de sistemas aéreos não tripulados (UAVs) molda activamente os resultados nos campos de batalha do Sudão, Sahel, Somália, Bacia do Lago Chade e leste da República Democrática do Congo.
