A Nova Democracia (ND) considera que a morte cruel do então administrador do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), Pedro Ferraz Correia dos Reis, semana finda, levanta muitas incertezas e narrativas descabidas, apontando para mais um esquema de homicídio da elite.
Em comunicado enviado a nossa redacção, o partido liderado por Salomão Muchanga considera que o cidadão português “caiu nas mãos dos donos do dinheiro sujo”.
É truísmo, assinala o ND, dizer que na posição de administrador bancário, Pedro Reis, detinha informações “quente” acerca das fortunas ilícitas da elite do Estado, sublinhando que os branqueamentos de capitais, lavagem de dinheiro, dívidas elevadas, financiamentos ilegais, entre outros, são dados que geram conflitos e ameaças, até culminar com o silenciamento de arquivos vivos. Recordou que foi o mesmo modus operandi usado para silenciar Siba-Siba Macuácua e Carlos Cardoso.
A Nova Democracia, desafia as instâncias competentes nacionais e portuguesas, a agirem com veemência, respeitando todos instrumentos normativos, para responsabilizar criminalmente aos mandantes e aos seus executores. Apela para que se confronte o discurso viciado da SERNIC, que apresenta a tese suicídio elaborada em menos de 24 horas, que no entender da ND acomoda os bandidos milionários e legitima a impunidade, que gera mortes e destrói a dignidade da pátria.
O governo português comunicou, no sábado, que na sequência dos contactos com as autoridades moçambicanas, decorridas ao longo da semana, uma equipa composta por elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses de Portugal viajaria para Moçambique no sentido de auxiliar na compreensão das circunstâncias profundas por detrás da morte do administrador executivo do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), Pedro Ferraz Reis.
