Catherine Sozi, a coordenadora residente da Organização das Nações Unidas (ONU) em Moçambique, disse, nesta segunda-feira, que as cheias “afectaram profundamente” o país, com necessidades urgentes de protecção entre a população, sobretudo crianças.
“As cheias afectaram profundamente o sul e o centro do país. Por detrás destes impactos estão pessoas reais, com necessidades urgentes de protecção, dignidade e esperança. Entre as pessoas mais afectadas estão mulheres e crianças. Muitos viram as suas casas destruídas, tiveram as suas escolas interrompidas e enfrentam riscos relativos à saúde, à protecção e ao bem-estar”, precisou Sozi.
A coordenadora, que falava aos jornalistas, em Maputo, após a entrega da carga do primeiro avião humanitário transportando 88 toneladas de suprimentos essenciais financiados pela União Europeia (UE), que serão distribuídos aos afectados pelas cheias pelas equipas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), nomeadamente pelos 99 centros de abrigo que contam á 100 mil pessoas, sobretudo em Maputo e Gaza.
“As Nações Unidas estão ao lado do povo moçambicano neste momento difícil. A chegada destes suprimentos humanitários representa muito mais do que uma entrega logística. É um símbolo concreto da solidariedade da comunidade internacional com o povo de Moçambique. Num momento de crise, esta solidariedade é essencial e hoje ela está aqui visível para todos”, assinalou Catherine Sozi.
Os suprimentos estão avaliados em 552 mil dólares. Incluem materiais de saúde, água, saneamento e higiene, nutrição, educação e protecção da criança, assim como tendas.
Segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Riscos de Desastres (INGD), as cheias já cerca de 700 mil pessoas, 3.447 casas parcialmente destruídas, 771 totalmente destruídas e 154.797 inundadas.
