O Presidente da República, Daniel Chapo, e o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, relançam oficialmente hoje, em Afungi, distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, o Projecto Mozambique LNG, liderado pela petrolífera francesa, cerca de cinco anos após a declaração da “força maior”.
Uma nota da Presidência moçambicana assinala que a retoma representa um significativo marco para a economia nacional e reafirma a confiança dos parceiros internacionais no potencial energético, institucional e humano de Moçambique.
“A retoma do projecto terá um impacto directo e significativo na criação de emprego, tanto na fase de construção como na de operação, dinamizando o mercado de trabalho nacional e promovendo a capacitação da mão-de-obra moçambicana”, sublinha a nota.
A retoma oficial do projecto em Afungi, na presença de Chapo e Pouyanné, acontece igualmente três meses após o levantamento formal da “força maior” pelo consórcio Mozambique LNG, marcando simbolicamente a retoma de um dos projectos mais promissores no sector de oil&gás, um investimento avaliado em USD19.9 mil milhões. Para assistir ao acto do relançamento do projecto, voaram para Afungi executivos do sector oil&gás, logística, administradores de bancos comerciais e um significativo grupo de jornalistas despachados a partir de Maputo.
No seu comunicado, Daniel Chapo salienta que o reinício do Projecto, a ser desenvolvimento na área 1 da Bacia do Rovuma, abre “novas e relevantes oportunidades de negócio” para as micro, pequenas e médias empresas, reforçando o conteúdo local, a inclusão económica e o desenvolvimento de cadeias de valor nacionais.
“Um dos pilares centrais deste projecto é o benefício directo para as comunidades locais, tanto em terra firme como nas ilhas, através da sua integração efectiva na cadeia de fornecimento de bens e serviços produzidos localmente”, sublinhou Chapo, enfatizando que o projecto consolida o posicionamento de Moçambique como um hub energético regional e “reafirma o País como um actor credível e relevante no mercado global de Gás Natural Liquefeito, reforçando a sua posição geoestratégica e o seu papel na segurança energética mundial”.
O projecto Mozambique LNG planeia explorar dois campos na Área 1 de Golfinho/Atum, localizados no mar em águas profundas e construir uma central de liquefacção com uma capacidade total de 13,12 milhões de toneladas métricas por ano.
O primeiro gás deveria começar a jorrar em 2024, calendarização interrompida após o mediático ataque jihadista a Palma, a 24 de Março de 2021. A produção iniciará em 2029, cerca de cinco anos depois do previsto inicialmente. A primeira entrega de GNL da primeira linha a instalar em Afungi, passou de Julho de 2024, como estava previsto, para 2029. Desde 2019, a TotalEnergies actua como operador e principal acionista deste projecto (26,5%), num consórcio onde participam a indiana Bharat Petroleum, a Oil India, a ONGC Videsh, a japonesa Mitsui, e a moçambicana ENH (Empresa Moçambicana de Hidrocarbonetos).
