Numa cerimónia marcada por forte simbolismo de reconstrução pós-ciclones, o Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou esta sexta-feira, na cidade da Beira, província de Sofala, a nova Escola Básica do Esturro, uma infraestrutura construída de raiz, com 46 salas de aula e financiada em 4,8 milhões de dólares norte-americanos, tornando-se a maior escola do ensino primário no país.
Ao intervir no acto, o Chefe de Estado sublinhou que cada sala de aula erguida representa uma porta aberta para o futuro e para a independência económica de Moçambique, defendendo que a escola deve ser a base da transformação estrutural do país.
A Escola Básica do Esturro integra o conjunto de 23 estabelecimentos de ensino intervencionados pela Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique, no âmbito da reconstrução das infraestruturas destruídas pelo ciclone Idai.
Segundo o representante da Fundação Tzu Chi Moçambique, Dino Foi, cerca de 98% dos financiamentos da fundação resultam de contribuições individuais, feitas por milhões de doadores espalhados pelo mundo e parceiros.
Com as novas instalações e constituída por três pisos, a escola passa a oferecer melhores condições de segurança e aprendizagem para milhares de alunos da cidade da Beira.
O estabelecimento implementa igualmente o programa de mentoria escolar “Somos Luz”, que já envolveu 387 mentores e beneficiou 2.100 crianças em distritos como Búzi e Nhamatanda.
Nas escolas abrangidas pelo programa, a transição escolar aumentou 13%, a literacia cresceu 23%, taxa de matrícula atingiu 100% na 6.ª classe e 98% na 9.ª classe.
Mais escolas em Sofala
A inauguração acontece no arranque oficial do ano lectivo 2026, que em Sofala contará com 1.021 escolas, contra 1.010 no ano anterior.
O efectivo escolar sobe para 879.249 alunos, face aos anteriores 725.316, assistidos por 13.200 professores.
Para Chapo, os números demonstram a expansão do sistema educativo mesmo num contexto adverso, marcado por cheias, ciclones e desafios de segurança em algumas regiões do país.
Durante o acto, o Presidente apelou à comunidade para preservar as infra-estruturas, sublinhando que cuidar da escola é proteger o futuro das crianças.
Helena Madança
