O Banco de Moçambique (BdM) aumentou, nesta segunda-feira, o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional, num esforço visando absorver a liquidez excedentária no sistema bancário, “susceptível de gerar maior pressão inflacionária”.
A decisão foi tomada na reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), que se realiza a cada dois meses. O BdM incrementou o coeficiente de reservas obrigatória para moeda nacional de 29% para 39% do total de depósitos, que os bancos comerciais têm de guardar no banco central.
Porém, o CPMO decidiu manter o coeficiente de reservas obrigatórias para moeda estrangeira em 29,5%.
Rogério Zandamela, o governador do BdM, anunciou também que a previsão da inflação foi agora revista em alta, lembrando que em Abril a inflação anual fixou-se em 4,4%, após 3,4% em Março.
“Entretanto, no curto e médio prazo, antevê-se uma aceleração da inflação, podendo atingir dois dígitos, dependendo da duração do conflito no Médio Oriente”, precisou Zandamela.