O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) obteve o seu primeiro lucro de 210 600 dólares, resultado da aplicação em depósitos a prazo do seu capital inicial de 110 milhões de dólares provenientes das receitas dos projectos de exploração de recursos naturais.
De acordo com o Banco de Moçambique, o gestor operacional do FSM, os 110 milhões de dólares foram aplicados em depósitos a prazo em três bancos internacionais, obtendo os respectivos juros no exercício terminado a 31 de Dezembro de 2025. Os juros juntam-se ao capital, o que aumenta a riqueza daquela instituição criada em 2024 para guardar receitas provenientes da exploração de recursos naturais, em particular o gás natural liquefeito das áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma e futuros projectos de petróleo e gás natural.
Este resultado está reflectido nas demonstrações financeiras do exercício do FSM, auditadas pelo Banco de Moçambique.
De acordo com a lei que cria o FSM, as receitas destinadas à sua guarda são distribuídas na proporção de 40% para o Fundo e 60% para o orçamento do Estado durante os primeiros 15 anos, passando para 50%-50% depois desse período.
Projecções indicam que em 2026 sejam canalizados para o FSM 30,7 milhões de dólares. De acordo com a legislação pertinente, o FSM é um mecanismo de poupança que visa fomentar a diversificação e aumentar a resiliência do país face a choques externos, contribuindo para o crescimento sustentável e inclusivo