A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), concessionária do Porto de Maputo, assegura que os projectos da primeira fase de expansão da infra-estrutura serão concluídos dentro do prazo previsto, num contexto de aumento da procura pelos serviços portuários no sul do país.
De acordo com o cronograma do contrato de renovação da concessão, assinado em 2024, esta fase tem uma duração de três anos, com conclusão prevista para 2027.
“Dentro do prazo da primeira fase, os projectos serão concluídos, do ponto de vista do plano, do programa e de construção”, afirmou o director de Projectos do Porto de Maputo, Paulo Mata.
O ritmo de execução já permitiu antecipar resultados em alguns segmentos. A capacidade de manuseamento de carga geral foi superada antes do prazo, passando de cerca de 9,2 milhões de toneladas por ano para 15 milhões, acima da meta inicial de 13,6 milhões.
“Estamos muito acima desta capacidade. Isto porque conseguimos concluir duas áreas de expansão”, referiu.
A carga geral inclui produtos como crómio, arroz, peixe, viaturas e carga diversa.
No terminal de contentores, as obras de expansão deverão estar concluídas até Dezembro deste ano, elevando a capacidade de 270 mil para 530 mil contentores por ano, o equivalente a cerca de 7,4 milhões de toneladas. Os trabalhos incluem a construção de uma extensão de 400 metros, permitindo a atracagem de navios com capacidade até 14.000 contentores.
No Terminal de Carvão da Matola, a capacidade será ampliada de oito para 12 milhões de toneladas, incluindo o manuseamento de carvão e magnetite.
No global, o Porto de Maputo manuseou 32 milhões de toneladas em 2025, representando um crescimento de 3,4% face às 30,9 milhões registadas em 2024.
O investimento na primeira fase está orçado em 500 milhões de dólares, inserido num pacote global de dois mil milhões de dólares previstos no âmbito da renovação da concessão.
“A segunda fase será activada quando estes terminais estiverem a manusear a 90% da sua capacidade”, avançou Paulo Mata.
Segundo o responsável, os investimentos em curso incluem também a aquisição de novos equipamentos e são sustentados pelo aumento da procura, com destaque para a África do Sul, principal cliente do porto.
Mata garantiu ainda que todos os projectos foram precedidos de estudos de mercado, assegurando a sua viabilidade.