O ministro moçambicano da Defesa, Cristóvão Chume, foi convidado a participar na reunião da União Europeia (UE), na próxima semana, em Bruxelas, que vai discutir questões relacionadas com as áreas da defesa e segurança.
O anúncio foi feito pelo embaixador da UE, em Maputo, Antonino Maggiore, a margem da 1.ª sessão do diálogo de parceria entre o governo da República de Moçambique e a União Europeia, que teve lugar nesta terça-feira, em Inhambane.
Em Bruxelas, o ministro moçambicano poderá voltar a colocar as principais necessidades de Moçambique para fortificar o combate ao terrorismo em Cabo Delgado, particularmente no que concerne ao acesso a material bélico, numa altura em que há resistências da UE em alocar material letal ao país.
No entanto, Maggiore reiterou a garantia de que a UE vai continuar a apoiar as acções de combate ao terrorismo, direccionando assistência para todos envolvidos. Ou seja, vai continuar a apoiar as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, as Forças de Defesa do Ruanda, assim como a SAMIM, actualmente em fase de desmobilização, em Cabo Delgado.
Em meados deste mês, o Conselho da União Europeia (UE) anunciou a prorrogação da missão de treino militar em Moçambique até 30 de junho de 2026, com um orçamento previsto de 14 milhões de euros para os próximos dois anos.
Bruxelas assinalou igualmente que “adaptar os objectivos estratégicos da missão” por causa da alteração das circunstâncias, “transitando, assim, de um modelo de treino para um de assistência”, com aconselhamento e “treino especializado” às Forças de Reação Rápida (QRF) e as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Na sequência desta alteração estratégica, a UE vai renomear a missão para Missão de Assistência Militar da UE em Moçambique (EUMAM Mozambique), com efeito a partir de 01 de Setembro de 2024.
A Missão da UE já formou até ao momento um pouco acima dos 1.650 militares especializados em forças especiais, quer fuzileiros, quer de comandos.
A missão de formação EUTM-MOZ integra 119 militares de 13 Estados-membros, mais de metade de Portugal, mas tem a particularidade de integrar outros dois países, fora da União Europeia, que contribuem com um militar cada, casos da Sérvia e de Cabo Verde.
Ainda através do Mecanismo Europeu para a Paz, a União Europeia apoiou ainda as Forças Armadas moçambicanas com 89 milhões de euros para a aquisição de equipamento não letal para as unidades treinadas pela EUTM-MOZ.