A cerca de 40 dias para o fim do contrato que liga Chiquinho Conde da Federação Moçambicana de Futebol, ainda não está claro se as partes chegarão a acordo. O contrato termina a 31 de Julho próximo.
Falando esta quarta-feira, em conferência de imprensa, Feizal Sidat presidente daquele organismo, afirmou que Chiquinho Conde valorizou-se bastante, de tal forma que pode não estar interessado em continuar nos Mambas, abraçando, para tal, outros projectos, como novas selecções ou clubes.
Vem dai que, segundo Sidat, para a federação não ser apanhada em contrapé também preparou os seus planos A, B e C para accioná-los caso seja necessário.
“Temos na manga várias propostas de seleccionadores, até de brasileiros”, esclareceu, sem adiantar nomes.
Na conferência, marcada por ataques e recados ao seleccionador nacional Chiquinho Conde, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol afirmou que os louros não se devem a uma ou duas pessoas, pois “todos nós fazemos parte desta vitória”.
Conta que em ocasiões anteriores a selecção já se apurou para o CAN, mas o seleccionador não era Chiquinho Conde.
Explicou, ainda, que o futebol não se resume apenas pelos 90 minutos regulamentares de jogo e mais alguns de compensação, pois antes e depois da partida propriamente dita há muito trabalho, dai que os “louros são para todos nós”.
Ajuntou que a federação sempre quis uma selecção mais forte, pois os objectivos passam por alcançar vitórias nas frentes em que participa.
“Nós é que trouxemos o Chiquinho Conde e na altura tínhamos na mesa mais de 10 nomes, entre eles, Augusto Inácio e Carlos Queiroz. Trouxemos Chiquinho e é bom que se diga que foi o Nelinho a peça muito importante, pois falou com Zainadine e outros jogadores. Chiquinho sempre me mandava mensagens, sempre manifestava interesse em trabalhar connosco e estava desempregado”.
O acordo entre o Chiquinho Conde e o Nelinho era que este faria parte da equipa técnica como adjunto, mas tal não aconteceu, pois viria a escolher Florêncio, Francisco e Victor Matine. Mas tarde Chiquinho Conde disse que não os queria para o bem da selecção, mas “nós anuímos não obstante as implicações desta decisão”.
Noutros desenvolvimentos contou que ninguém paga o correspondente a 120 salários mínimos, claramente valores superiores aos salários de um ministro, para trazer alguém para perder.
Feizal Sidat reiterou que o relacionamento entre a federação e o Chiquinho Conde não é dos melhores, acrescentando que o seleccionador não respeita o “patronato, tal como se viu no vídeo que vazou nas redes sociais, onde ele me trata por esse senhor, esse senhor”, lamentou
Ajuntou, ainda, que até hoje o seleccionador não fala com o vice-presidente da federação, Paito.
“O Paito está proibido de entrar no autocarro dos Mambas e nos balneários”, disse, para depois acrescentar que a federação exige apenas do seleccionador, para além dos resultados, mais ética e respeito.
“Esta instituição não é dirigida por Facebook e não é um jardim zoológico”, afirmou, para depois negar que esteja a receber comissões ou a interferir no trabalho do seleccionador, como já foi avançado nas redes sociais.