A Coordenadora Residente das Nações Unidas em Moçambique, Catherine Sozi, considera que as autoridades nacionais responderam às cheias e inundações que afectam o país com uma “coordenação técnica eficaz”, tendo elogiado a “liderança política clara” face à situação de emergência.
Sozi avaliou a reacção aos desafios impostos pela actual época chuvosa, num evento sobre o tema, realizado há dias.
O reconhecimento da Coordenadora Residente das Nações Unidas referia-se à orientação política do Presidente da República, Daniel Chapo, e à coordenação operacional do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), entidade responsável pela activação de centros de acomodação, distribuição de alimentos, água potável e kits de emergência.
As recentes cheias, que atingiram o sul e centro de Moçambique, afectaram cerca de 700 mil pessoas, segundo estimativas consolidadas divulgadas no âmbito do apelo humanitário das Nações Unidas.
Os dados preliminares apontam para centenas de milhares de deslocados, milhares de casas parcial ou totalmente destruídas e infra-estruturas críticas comprometidas, incluindo troços da Estrada Nacional Número Um (EN1).
O impacto material incluiu escolas inundadas, unidades sanitárias afectadas e sistemas de abastecimento de água danificados, aumentando o risco de surtos de doenças de origem hídrica em zonas densamente povoadas.
Durante os dias mais críticos, o Governo declarou níveis elevados de alerta, activou uma sala de operações de emergência e mobilizou forças de defesa, protecção civil e parceiros humanitários.