O Banco Mundial alertou nesta quarta-feira que Moçambique está “num momento crítico”, em que precisa aliviar as pressões fiscais e acelerar o crescimento e fortalecer a coesão social, numa altura em que o país enfrenta “baixo crescimento económico, condições macrofiscais desafiantes e crescentes exigências sociais”.
No documento sobre de Actualização Económica de Moçambique, intitulado “Da fragilidade à estabilidade – Porque as reformas fiscais não podem esperar”, aquela instituição da brettons woods lembra que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) caiu abruptamente de 5,5% para 2,2% entre 2023 e 2024, e contraiu-se em 0,5% em 2025.
O Banco Mundial, no seu documento, identifica reformas fiscais, que considera críticas, nomeadamente, a contenção da massa salarial pública, para aliviar pressões e melhorar a qualidade dos serviços, a mobilização de mais receitas através de reformas fiscais e administrativas, e o reforço da gestão da dívida pública.
“A actividade económica foi perturbada por distúrbios civis após as eleições de Outubro de 2024, mas os grandes desequilíbrios macroeconómicos têm prejudicado o crescimento desde 2022. Pressões fiscais agudas e escassez persistente de divisas enfraqueceram a confiança dos investidores e a actividade do sector privado”, lê-se no documento.