China e Rússia acodem BRICS a ter mais voz nas Nações Unidas
CHINA e Rússia, membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, comprometeram-se hoje, segunda-feira, a ajudar os restantes países do bloco de economias emergentes BRICS a ter um maior papel na ONU.
“Reafirmamos a necessidade de uma reforma completa das Nações Unidas, incluindo do seu Conselho de Segurança”, lê-se na declaração conjunta dos líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A mesma declaração reconhece o desejo do Brasil, Índia e África do Sul de ter maior voz na ONU.
“É necessário aumentar a representação dos países em desenvolvimento, para que as Nações Unidas possam responder adequadamente aos desafios globais”, refere.
A Índia, o Brasil e outros países, como o Japão e Alemanha, reclamam o direito de serem membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, um privilégio ostentado desde o fim da Segunda Guerra Mundial por apenas cinco países: EUA, França, Reino Unido, China e Rússia.
A declaração desta segunda-feira aludiu também à necessidade do diálogo em crises internacionais como na Síria, Israel e Palestina, ou no Iraque, e manifestou a oposição dos cinco países do BRICS ao uso de armas químicas.
O bloco de grandes economias emergentes BRICS reúne a partir de segunda-feira, para traçar o seu futuro, depois de no domingo o Presidente chinês, Xi Jinping, ter apelando aos países para que contrariem a tendência proteccionista global.
A nona cimeira dos BRICS decorre até amanhã (terça-feira), na cidade de Xiamen, costa leste da China, e reúne os líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Num discurso para líderes empresariais dos BRICS, na véspera do arranque da cimeira, Xi apelou àqueles países para que trabalhem no sentido de resolver os problemas suscitados pela globalização.
Xi reuniu também com o Presidente russo, Vladimir Putin, e abordou o último teste nuclear da Coreia do Norte – o sexto e mais poderoso até à data, que ensombra uma cimeira organizada pelo maior aliado de Pyongyang.
A agência noticiosa oficial Xinhua disse que Xi e Putin concordaram em “lidar adequadamente com a questão”, mas não avançou mais detalhes.
A agência noticiou ainda que os dois lideres concordaram em reforçar a cooperação militar entre Beijing e Moscovo.
O bloco BRICS ganhou expressão pela primeira vez em 2001, quando o economista Jim O’Neill, da Goldman Sachs, publicou um estudo intitulado “Building Better Global Economic BRICs”, sobre as grandes economias emergentes.
O grupo reuniu-se pela primeira vez em 2009 – na altura ainda sem a África do Sul – e logo estabeleceu uma agenda focada na reforma da ordem internacional, visando maior protagonismo dos países emergentes em organizações como as Nações Unidas, o Banco Mundial ou o Fundo Monetário Internacional










