O sono que falta aos combatentes!!!
Dizem que não conseguem dormir por causa dos quatro municípios que estão nas mãos da oposição
(Maputo) Ontem, quinta-feira, foi o terceiro dia do XI Congresso da Frelimo, o partido que dirige os destinos da República de Moçambique, desde a proclamação da Independência Nacional, em 1975.
Nisto, depois de no dia anterior (quarta-feira), terem tomado da palavra duas das três organizações sociais do partido, ontem foi a vez da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN) que, à semelhança da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) e Organização da Juventude Moçambicana (OJM), proclamaram pública e vivamente o nome de Filipe Nyusi, como candidato presidencial da Frelimo nas gerais de 2019.
A meio do discurso, Fernando Faustino, o Secretário-Geral da ACLLN, disse que os membros da organização que chefia não conseguiam apanhar sono, tudo isso porque quatro dos 53 municipios estão nas mãos da oposição.
Fernando Faustino foi claro no seu discurso e disse que a Frelimo tudo devia fazer para recuperar os municípios da Beira, Nampula, Quelimane e Guruè.
“Nós combatentes não apanhamos sono, senhor presidente, enquanto os municípios da Beira, Nampula, Quelimane e Guruè estiverem nas mãos da oposição” – disse Faustino.
Para esse desiderato, Fernando Faustino elencou uma série de acções que devem ser desencadeados nos próximos tempos, a exemplo de se combater a corrupção, a intriga, o regionalismo e a fofoca, na medida em que “estes são os trunfos do inimigo”.
O inimigo referido por Fernando Faustino equivale literalmente à oposição política, mais representada pela Renamo e pelo Movimento Democrático de Moçambique, as duas forças actualmente representadas no parlamento moçambicano.










