ENI e ExxonMobil preveem nova decisão final
Exploração do gás do Rovuma
As petrolíferas ENI e ExxonMobil preveem anunciar, em 2019, a decisão final de investimento em mais jazidas de gás natural da Área 4, ao largo da costa norte de Moçambique, anunciaram esta quinta-feira em comunicado.
Há avanços na negociação com clientes “que nos podem ajudar a avançar para uma decisão final de investimento que esperamos alcançar em 2019”, referiu Peter Clarke, dirigente da ExxonMobil, durante uma conferência internacional do sector, em Washington.
Representantes de topo da gestão das empresas participantes no consórcio da Área 4 (ExxonMobil, Eni, CNODC, ENH, Kogas e Galp) reuniram-se hoje (ontem) para a conferência.
“Depois da decisão final de investimento na plataforma flutuante correspondente ao projecto Coral Sul da Área 4, em 2017, estamos a trabalhar juntos para desenvolver a exploração do resto das jazidas de gás que vão alimentar o projeto Rovuma LNG [gás natural liquefeito, sigla inglesa], tirando total proveito da experiência dos associados”, referiu Massimo Mantovani, diretor da Eni.
Enquanto no projecto Coral Sul a extração, liquefação e exportação vai ser feita no mar, numa plataforma flutuante, no Rovuma LNG, depois de extraído, o gás vai ser liquefeito numa fábrica em terra.
A ExxonMobil Moçambique vai liderar a construção e operação das linhas de liquefação e instalações terrestres relacionadas com o projeto, enquanto a Eni vai conduzi os empreendimentos e operações a montante, detalha o comunicado.
Paralelamente, aos contactos com o mercado, os participantes no consórcio estão também a avançar nas actividades de financiamento e a trabalhar com o Governo de Moçambique para haver progressos na aprovação do projecto.
“Fizemos progressos significativos na auscultação ao mercado e estamos agora em negociações activas de vendas confirmadas e acordos de compra para o projecto Rovuma LNG com algumas entidades ligadas aos associados do consórcio da Área 4”, acrescentou Peter Clarke.
A fase inicial do Rovuma LNG vai desenvolver as jazidas de uma área designada Mamba, na Área 4, por forma “a fornecer energia fiável e acessível aos clientes, criando valor económico a longo prazo para o povo de Moçambique e para os co-empreendedores no projecto”, conclui o comunicado.
A concessão da Área 4 está localizada ‘offshore’ da província de Cabo Delgado no norte de Moçambique e é operada pela Rovuma Venture, pertencente à ExxonMobil (25%), Eni (25%), à estatal chinesa CNODC – China National Oil and Gas Exploration and Development Corporation (20%) e cabendo três parcelas de 10% à coreana Kogas, Galp Energia e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique.









