A Luta Pela Governação Das Províncias Ganhas Pela Renamo
Nas vésperas do fim do prazo (terminou nesta quinta-feira) da ameaça do início de governação da Renamo nas seis províncias do centro e norte, foram reforçadas medidas de segurança com 11 novos blindados policiais para as regiões centro e norte.
Os blindados atravessaram o rio Save para o centro de Moçambique na quarta-feira, 30, um dia antes do prazo dado pela Renamo, para iniciar a sua governação nas províncias de Manica, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula e Niassa, onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014.Três dias antes da passagem dos “carros de repreensão”, um grupo de homens armados, da Renamo, tentou cortar a circulação na EN1, no troço Save-Muxúnguè, abrindo três enormes crateras junto ao pavimento da principal estrada de Moçambique. As escavações de 15 metros cada, foram abertas durante a noite de domingo no troço sujeito a escoltas obrigatórias do exército desde Fevereiro, e concretamente nas zonas alvos de constantes ataques militares a colunas de viaturas.
“São ao todo três buracos enormes abertos naquele troço, todos atravessam as duas faixas de rodagem e estão a dificultar largamente a circulação de viaturas”, disse uma testemunha, adiantando que a circulação no troço está sendo feita de forma lenta e perigosa. Disse ainda: “uma das covas foi feita perto de Ripembe, muito perto de uma posição do exército”, salientando que quando os carros chegam “nos lugares cortados, os militares dividem-se, uns tapam os buracos e outros mantêm a segurança dos carros”. Na semana passada homens armados deixaram um recado no pavimento da principal estrada de Moçambique com os seguintes dizeres:

Soldados pertencentes ao exercito do partido Renamo
“Queremos paridade, não queremos a guerra para matar as nossas crianças. Renamo a vitória é nossa”.
Em 2013, a Renamo bloqueou a circulação rodoviária no troço Save-Muxúnguè (Sofala), junto a EN1, com frequentes ataques a viaturas civis e militares. A situação condicionou a circulação em colunas de viaturas com escoltas militares, e cessou com a assinatura do Acordo de Cessação das Hostilidades Militares, a 05 de Setembro de 2014.










