As autoridades sul-africanas ordenaram, nesta Quarta-Feira, a deportação do filho mais novo do antigo Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, três meses depois de um indivíduo ter sido baleado nas costas, numa casa num dos subúrbios mais afluentes de Joanesburgo.
Bellarmine Chatunga Mugabe, de 28 anos, e o seu primo Tobias Mugabe Matonhodze, de 33 anos, foram ambos acusados de tentativa de homicídio, em relação a um incidente ocorrido no dia 19 de Fevereiro. As autoridades agora impuseram uma multa e obrigaram os dois a abandonarem o país.
No início deste mês, Matonhodze declarou-se culpado da tentativa de homicídio, posse ilegal de arma de fogo, obstrução à justiça e violação da lei de migração. Na Quarta-Feira, ele foi condenado a três anos de prisão.
A acusação de obstrução à justiça prende-se com o facto de a arma envolvida no crime nunca ter sido encontrada.
Mugabe foi condenado a pagar uma multa de 400 mil randes devido a um incidente ocorrido em 2023, em que ele foi acusado de ter apontado a réplica de uma arma de fogo de tal modo que se poderia acreditar ser verdadeira. Foi também condenado a uma multa de 200 mil randes por violar a lei de migração. O juiz Renier Boshoff ordenou que a polícia o levasse ao aeroporto internacional de Joanesburgo para ser deportado para o Zimbabwe.
“Não sei se o segundo arguido assumiu a culpa em seu nome, e só posso agir com base no que está à minha frente”, disse o juiz.
Acrescentou que as sentenças tinham sido atenuadas pelo facto de os dois homens se declararem culpados dos crimes de que foram acusados, do tempo que passaram na prisão desde o dia do incidente, e porque a vítima, Sipho Mahlungu, de 23 anos, aceitou retirar a queixa após ter sido pago pelos dois.
O investigador Raj Ramchunder disse na audiência de sentença, no dia 24 de Abril, que Mahlungu recebeu 250 mil randes, e com a promessa de receber mais 150 mil randes.