O Reverendo Jesse Jackson, figura icónica do Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos, faleceu aos 84 anos, anunciou, nesta terça-feira, a família em comunicado.
A família elogiou “sua crença inabalável pela justiça, igualdade e amor” e o descreveu como um líder servidor dos oprimidos, dos sem voz e dos marginalizados em todo o mundo.
Nascido em 8 de Outubro de 1941, em Greenville, Chicago, Jackson cresceu durante a era Jim Crow, um período marcado por leis e práticas discriminatórias em relação à raça no sul dos Estados Unidos.
Na luta, Jesse Jackson foi um dos companheiros mais próximos de Martin Luther King Jr. Por várias décadas, Jesse Jackson, foi uma voz importante na luta pelos direitos dos afro-americanos, liderando inúmeras batalhas contra a discriminação racial e a desigualdade social.
Jackson ganhou uma bolsa de estudos para jogar futebol americano na Universidade de Illinois, mas depois se transferiu para a Universidade Estadual Agrícola e Técnica da Carolina do Norte, alegando discriminação racial. Durante a faculdade, ele se tornou activo no movimento pelos direitos civis e foi preso após tentar entrar numa biblioteca pública exclusiva para brancos na Carolina do Sul. Mais tarde, ele frequentou o Seminário Teológico de Chicago e foi ordenado ministro baptista em 1968.
Figura fundamental na vida política americana, Jesse Jackson causou um impacto profundo em 2008, ao aparecer em lágrimas na noite da eleição de Barack Obama. Esse momento simbólico representou, para ele e para toda uma geração, o ápice de uma longa luta: ver um presidente negro eleito para a Casa Branca.