A eficiência do Corredor de Desenvolvimento de Maputo estará no centro da 9ª Conferência Bi-Anual do Porto de Maputo, marcada para 22 de Abril, num contexto de crescimento do volume de mercadorias transportadas ao longo da infra-estrutura logística.
Dados recentes indicam que o corredor registou um aumento de cerca de 8% na movimentação de carga entre 2024 e 2025, tanto na componente rodoviária como ferroviária, sinalizando uma maior utilização do sistema logístico associado ao porto.
Na componente rodoviária, o incremento tem sido superior a um milhão de toneladas por ano, enquanto na ferroviária varia entre 200 mil e 600 mil toneladas, reflectindo uma progressiva transferência e diversificação de fluxos de carga.
O aumento da procura ocorre em paralelo com a expansão da capacidade do Porto de Maputo, que manuseou 32 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 3,4% face às 30,9 milhões registadas no ano anterior.
Parte dessa evolução está associada ao novo ciclo de investimentos em curso, no quadro da extensão da concessão do porto até 2058, que prevê um pacote global de cerca de dois mil milhões de dólares, dos quais 500 milhões já estão a ser aplicados na primeira fase.
Os ganhos operacionais começam a ser visíveis em alguns segmentos, com destaque para a carga geral, cuja capacidade foi ampliada de cerca de 9,2 milhões para 15 milhões de toneladas por ano, ultrapassando a meta inicialmente estabelecida.
Apesar deste desempenho, o aumento do volume de carga tem vindo a expor limitações ao longo do corredor, nomeadamente constrangimentos operacionais, duplicação de procedimentos e desafios na articulação entre os diferentes intervenientes.
É neste contexto que a conferência do Porto de Maputo deverá centrar o debate na necessidade de reforçar a coordenação entre operadores portuários, ferroviários e rodoviários, bem como na adopção de medidas para melhorar a fluidez e reduzir os custos logísticos.
O encontro irá reunir entidades com intervenção directa na operação do corredor, incluindo a MPDC, DP World, Grindrod, Gestão de Terminais SA, Trans African Concessions (TRAC) e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).