A classe empresarial, representada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), juntou a sua voz àqueles que defendem a tese de os políticos encontrarem, muito rapidamente, soluções políticas para se parar com o actual cenário de manifestações e paralisação quase completa do país.
Esta é, na visão da classe empresarial, o caminho a ser seguido. De forma directa, o presidente da CTA, Agostinho Vuma, disse que outras vias, a exemplo da securitária, através das acções das Forças de Defesa e Segurança (FDS), não se mostra nem tão pouco viável, tendo em conta que a violência só gera mais violência.
“Entendemos que a solução da presente crise só pode ser de âmbito político e não de qualquer outra natureza. Muito menos a militar, a policial, e outra. Aliás, o grande clamor é a segurança. A violência só gerará violência”, disse Agostinho Vuma, nesta segunda-feira, quando falava na abertura da conversa que a classe empresarial foi manter com o Chefe de Estado. O encontro teve lugar na Presidência da República no âmbito do que se considera “auscultação” a diversos sectores e grupos profissionais na busca de soluções para a actual crise, cujo pretexto mais recente são os resultados eleitorais da votação de 9 de Outubro, tidos como fraudulentos pela oposição e vários observadores.
Temos de ver a lei
Entretanto, numa perspectiva diferente, mas sem dizer taxativamente que discordava da classe empresarial, Filipe Nyusi decidiu chamar à colação a necessidade de se observar também a componente legal, alegadamente para não se criar precedentes cíclicos.
“Há uma palavra na sua introdução, de que é necessário soluções de índole político, mas também poderia dizer legais porque, às vezes, as medidas políticas devem ir à lei. Teremos de ver em que momento para não criar prece dentes cíclicos”, afirmou Filipe Nyusi, defendendo a observância do que existe do ponto de vista de legislação. Além da classe empresarial e num momento diferente, Filipe Nyusi reuniu-se com a comunidade muçulmana, esta que também disse que a solução passava por dialogar com todos, particularmente com o candidato presidencial do Podemos, Venâncio Mondlane, que, neste momento encontra-se em parte incerta.