Os condenados do caso das chamadas “dívidas ocultas” recusam uma transferência do estabelecimento penitenciário do Língamo, na Matola, para a Cadeia Civil de Maputo, uma “proposta” que terá sido avançada pelas autoridades prisionais.
Ao que o SAVANA apurou, a ideia das autoridades penitenciárias era de transferir todos os condenados das dívidas ocultas, que se encontram no Língamo, para uma das casas existentes dentro da Cadeia Civil, mas os mesmos preferem Estabelecimento Penitenciário da Machava, vulgo Cadeia Central.
Entre outras razões para a recusa é que eles argumentam que “seria um grande risco” Ndambi Guebuza se cruzar com o Zófimo Muiuane, que se encontra a cumprir uma pena de 24 anos, naquele estabelecimento prisional, pelo assassinato, em Dezembro de 2016, de Valentina Guebuza, filha do antigo chefe de Estado, Armando Guebuza. Neste momento, apurou o SAVANA, os condenados das dívidas ocultas aguardam resposta das autoridades prisionais.
Até ao momento não está claro a motivação para a transferência. Mas uma notícia avançada, nesta terça-feira, pela Carta de Moçambique, sugere que as autoridades temem uma eventual invasão daquele estabelecimento prisional e posterior soltura dos detidos. É que na sequência das manifestações pós-eleitorais, várias cadeias e celas de esquadras policiais foram invadidas por supostos manifestantes e dezenas de prisioneiros foram colocados em liberdade.
No Língamo estão neste momento a cumprir pena Ndambi Guebuza, Bruno Langa, Teófilo Nhangumele, Gregório Leão e António Carlos Rosário.