A Revista Científica da UDM ganhou destaque internacional por ter sido contemplada num selecto grupo de periódicos científicos classificados por duas indexadoras internacionais. A edição da revista de 2025 foi indexada pela European Reference Index for the Humanities and Social Sciences (Erih Plus), um dos principais indexadores europeus que garante padrões de qualidade, revisão por pares e transparência para revistas das áreas de Humanidade e Ciências Sociais. De seguida foi o indexador brasileiro Qualis, que também classifica a qualidade de publicações científicas. A conquista demonstra a evolução qualitativa da produção científica patente naquela revista ao longo dos sete anos da sua existência.
Trata-se de marcos que orgulham a publicação por ser, até ao momento, a única revista moçambicana a alcançar esse feito junto da ERIH PLUS, num claro reconhecimento da qualidade da pesquisa científica sujeita a revisão de pares.
“A Revista Científica da UDM conseguiu desempenhar o seu pequeno, mas importante papel no seio da comunidade académica nacional e, a partir de hoje, internacional. O número de 2025 foi o primeiro que viu a nossa revista conquistar um lugar de excelência entre alguns dos mais prestigiados indexadores internacionais: primeiro foi a Erih Plus a indexar, para uma série bastante vasta de domínios científicos, a revista na lista dos periódicos classificados”, assinala o editorial da edição inaugural do presente ano.
Acrescenta que devido ao processo de revisão científica, vários artigos enviados por diferentes autores em 2025 foram recusados, num claro sinal de rigorosidade na avaliação das matérias, um processo que conta “com avaliadores externos muito profissionais e rápidos em expressar seus pareceres”. A edição que acaba de ser lançada conta com 10 textos, dos quais uma entrevista e nove artigos científicos que falam de questões relacionadas com justiça social e ambiental e paz.
Com o artigo intitulado “A Democracia em Moçambique: Uma análise com base na Concepção Universal da Democracia”, Eduardo Lourenço faz uma imersão aos processos democráticos universais e depois desagua no país. Recomenda que a democracia seja vista como uma forma de o governo se alinhar aos princípios dum determinado povo e que isto, tendo em conta as realidades locais moçambicanas, sublinhando que ninguém sairá vitorioso senão o povo.
Destaca que a democracia é marcada um conjunto de factores tais como, a limitação da liberdade de pensamento e de liberdade de expressão, a deturpação do processo eleitoral ao nível dos partidos, a “captura” dos árbitros, dos órgãos eleitorais, a manifestação demagógica durante as campanhas eleitorais, durante o processo eleitoral, no período pós-eleitoral, até nas Assembleias de voto, Municipais, Provinciais, da República. A publicação conta também com participações internacionais de duas pesquisadoras, sendo brasileira e outra italiana naquilo que pode ser visto como internacionalização da universidade, entre tantos outros artigos que abordam varias questões nacionais desde políticos, ambientais, económicos e sociais