Apesar do Fundo Monetário Internacional (FMI) ter sugerido, em Fevereiro passado, uma convergência entre as taxas do mercado oficial e paralelo, o governador do Banco de Moçambique (BdM), Rogério Zandamela, afastou a possibilidade de intervenção do regulador do sistema financeiro moçambicano no mercado cambial.
Questionado por jornalistas, nesta segunda-feira, no final da reunião do Comité de Polícia Monetária (CPMO), Zandamela afirmou que a política do BdM tem sido de não intervenção no mercado cambial.
“Não vemos nenhuma razão [para intervir]. E diria mais, todo esse processo, é preciso dizer, nós, tradicionalmente, como instituição, fomos uma instituição que tínhamos uma tradição de presença contínua no mercado cambial. Aprendemos muito sobre isso. Aprendemos e tomámos a decisão difícil de sair, não foi fácil, porque a tentação é muito forte, foi preciso muita coragem para sair”, precisou Zandamela.
Em Fevereiro passado, o FMI pediu ao governo contenção na folha salarial da função pública, uma reforma estrutural fiscal urgente e flexibilidade cambial, aproximando as taxas oficiais do mercado paralelo.