O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), deteve, na manhã desta segunda-feira, três quadros seniores do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), juntamente com um empresário.
Dentre os detidos está o director geral do INSS, Joaquim Siúta, o director do Departamento de Administração e Finanças, Jaime Custnódio Nhavene e um Técnico da Unidade de Gestão e Aquisições (UGEA), para além de um empresário.
Todos eles são indiciados de cometimento de crimes de corrupção ou seja, instrumentalização de concursos públicos para o desvio de fundos. Os quatro detidos estão neste momento no seu primeiro interrogatório na secção de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo para legalização da sua situação prisional.
Esta não é a primeira vez que quadros seniores do INSS são detido por conta de actos de corrupção. Em 2019, o então, PCA do INSS, Francisco Mazoio e o respectivo director geral, Baptista Machaieie, foram detidos, indiciados de terem assinado um contrato suspeito para sacar dos cofres do Instituto Nacional de Segurança Social mais 371 milhões de meticais. Os dois estiveram ainda envolvidos num outro caso de corrupção ligado ao desvio de fundos para a CR-Aviation, do falecido empresário Rogério Manuel, em clara violação das normas de investimento da instituição.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo viria a condenar Baptista Machaieie há uma pena de 8 anos de prisão e inocentado o antigo PCA do INSS, Francisco Mazoio, bem como o antigo director-geral da CR-Aviation, Miguel Ângelo, por insuficiência de provas de terem cometido o crime de peculato.
O INSS tem sido frequentemente usado como saco azul da elite dirigente do país sacrificando milhares de contribuintes que clamam pela revisão das pensões de sobrevivência, tendo em conta o alto custo de vida.