Num esforço para reduzir a prevalência do HIV/Sida em Moçambique, a agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) vai investir 35 milhões de dólares em Moçambique, anunciou, nesta terça-feira, a embaixada norte-americana em Maputo.
O programa quer ainda combater “o estigma” que impede a procura a testagem e o tratamento.
O projeto Populações Chave e Prioritárias para o VIH (PASSOS+) é financiado pelo Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio da SIDA (PEPFAR). Permitirá “formar e apoiar os profissionais de saúde para fornecerem a estas populações chave serviços de prevenção e tratamento do HIV de alta qualidade e isentos de estigma”, indicou.
“O ‘PASSOS+’ também trabalhará para aumentar os serviços de referência, mapear e monitorizar os serviços prestados a estas populações e diminuir as barreiras estruturais e sociais aos serviços de saúde. O objectivo deste programa é superar essas barreiras para que serviços de qualidade estejam disponíveis a nível comunitário e a nível das unidades de saúde – para que nenhum moçambicano fique mal servido”, refere o comunicado.
O programa será implementado em cinco anos por um consórcio de organizações não-governamentais moçambicanas, liderado pelo Centro Internacional de Saúde Reprodutiva em Moçambique (ICRH-M), em conjunto com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional Contra a SIDA (CNCS).
“Melhora a saúde entre populações chave que correm alto risco de contrair e espalhar o HIV. Estas populações – homens que fazem sexo com homens, indivíduos transexuais, trabalhadores do sexo, pessoas que injectam drogas e pessoas em prisões e outros ambientes fechados – também sofrem de discriminação e falta de estatuto social, dificultando o seu acesso a serviços de tratamento de HIV de qualidade”, assinalam ainda as autoridades norte-americanas.
O Governo dos Estados Unidos disse garantir mais de 400 milhões de dólares em assistência anual para combater a epidemia do HIV/Sida em Moçambique, através do PEPFAR.
“Com este apoio, a resposta nacional de Moçambique ao HIV fez progressos incríveis no sentido de fazer com que as pessoas que vivem com HIV tenham acesso e mantenham o tratamento”, acrescentou.