O Consórcio Eleitoral “Mais Integridade” considera que não há condições para declarar, “com qualquer credibilidade e certeza”, qual foi a lista vencedora nas eleições repetidas em Marromeu, província de Sofala, dada as graves irregularidades que ocorreram durante o acto eleitoral.
Segundo uma nota divulgada nesta quarta-feira pelo Consórcio, as irregularidades incluíram interrupção da contagem de votos, em muitas mesas, para os respectivos presidentes realizarem “consultas” entre si e com representantes do partido Frelimo antes de concluírem o processo e preencherem os editais. A saída de presidentes de várias mesas com os editais sem os afixarem; o excessivo número de votos nulos que é maior do que as diferenças de votos entre as duas listas mais votadas, entre outras, colocam em causa a integridade, transparência e a credibilidade do processo.
“O Consórcio Eleitoral Mais Integridade conclui que cabe, agora, aos órgãos competentes, nomeadamente a Comissão Nacional de Eleições (CNE) e o Conselho Constitucional (CC), tomar as necessárias medidas correctivas”, sublinha.
O Consórcio Eleitoral Mais Integridade realizou apuramento paralelo dos resultados da eleição repetida no município de Marromeu, a 10 de Dezembro. Das 41 mesas existentes, os observadores do Consórcio conseguiram obter os resultados de 39. Nas outras duas mesas, 050331-01 e 050331-05, da EPC 25 de Junho, não foi possível ter os resultados porque os respectivos presidentes de mesa expulsaram os observadores da sala, exactamente quando iam iniciar as operações de contagem. Até às 3H00 da madrugada, na longa noite eleitoral, os editais ainda não tinham sido afixados, apesar de a contagem de votos ter terminado muitas horas antes.