O jornalista moçambicano e director do semanário “Ponto por Ponto”, João Chamusse, foi assassinado, com recurso a um instrumento contundente, próximo a sua residência no bairro Ka-Elisa, na KaTembe, município de Maputo.
Ao que o SAVANA apurou, João Chamusse, antigo Editor interino do diário mediaFAX, propriedade da mediacoop, foi assassinado por desconhecidos na madrugada desta quinta-feira, nas proximidades da sua residência, momentos após ter deixado um local que, habitualmente, convivia com amigos.
Nesta quarta-feira, o jornalista dirigiu, remotamente, o fecho de mais uma edição do semanário “Ponto por Ponto” e tinha marcado para amanhã, sexta-feira, uma reunião de planificação da edição seguinte. Por volta das 12 horas desta quinta-feira, a Polícia chegou ao local para perícia e remoção do corpo.
Chamusse era comentador na TV Sucesso, onde, com recurso a uma linguagem simples, se notabilizou com posicionamentos contundentes em relação a governação do dia.
No entanto, na tarde desta quinta-feira, o MISA Moçambique emitiu um comunicado, condenando, “nos termos mais veementes”, o assassinato de João Chamusse.
“Para o MISA, nada justifica o assassinato de qualquer que seja o cidadão, muito menos de um jornalista, cujo trabalho é crucial para a sobrevivência de uma democracia. Independentemente das motivações, o assassinato de um jornalista é um grande revés para um país democrático, onde a imprensa é um pilar fundamental, pelo que o assassinato de João Chamusse merece ser condenado da forma mais veemente possível”, escreve o MISA Moçambique.
Também o Conselho Superior de Comunicação Social (CSCS) lamentou a morte de João Chamusse, apelando as autoridades a investigar a fundo as circunstância em que se deu a morte.