Membros de diversos níveis da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) mostram-se agastados com o que consideram “falta de resposta” dos gestores de topo dos órgãos eleitorais em relação ao pagamento do 13º salário de 2023, assim como os subsídios referentes aos últimos três meses.
Diante da realidade e sem pronunciamento cabal por parte da Comissão Nacional de Eleições, os membros daquele órgão garantem que irão encontrar formas de cobrar coercivamente o pagamento das dívidas, incluindo, se necessário, a ida à casa do presidente da CNE, Dom Carlos Matsinhe, ou então, à casa do filho deste, que dizem conhecer perfeitamente.
Dizem que na residência daquele dirigente do órgão político da gestão eleitoral, vai-se passar todas as refeições, tendo em conta que eles já não dispõem de recursos financeiros para sustentarem a si e as suas famílias.
Mostrando uma grande revolta em torno da situação, Stélio Ndachata, que falou em nome do grupo, acusou o presidente da CNE de estar a comportar-se fora de quaisquer padrões que se poderiam esperar de uma pessoa que atingiu o estatuto de bispo. O comportamento revela, isso sim, uma atitude diabólica e própria de um pecador que não observa os meios para alcançar os seus fins.